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Integração Lavoura - Pecuária - Floresta

  • Foto do escritor: Danilo Marques de Sousa Santos
    Danilo Marques de Sousa Santos
  • 1 de dez. de 2020
  • 3 min de leitura

Atualizado: 16 de jan. de 2021

Estratégia para a viabilidade econômica da atividade agropecuária


O agronegócio de modo geral, tem exigido cada dia mais dos seus produtores sistemas

sustentáveis que estão diretamente relacionados com a evolução do sistema de produção.

Para suprir as necessidades existem várias combinações de espaço-tempo entre os

componentes agrícola, pecuária e florestal, resultando em diferentes sistemas (silvipastoril,

silviagrícola, agropastoril e agrossilvipastoril), que gira basicamente em torno de 3 parâmetros: o social, o ambiental e o econômico.

Foto: Fazenda Jaó Jataí-Goiás Proprietario: Christovam Bittencourt Ivancko

Pensando em um sistema que abrange os três parâmetros da melhor forma, acredito que o

sistema agrossilvipastoril ou Integração Lavoura-Pecuária-Floresta como também é conhecido, é o que melhor se encaixa. De acordo com a Embrapa, tem como definição: estratégia de produção sustentável que integra atividades agrícolas, pecuárias e florestais, realizadas na mesma área em um cultivo consorciado, em sucessão ou rotação, contemplando a adequação ambiental, a valorização do homem e a viabilidade econômica da atividade agropecuária.


Nesse sistema que sem dúvidas é o mais completo, utiliza-se a terra o ano inteiro, não deixando área descoberta, melhorando cada vez mais a qualidade desse solo. A integração ainda evita a dependência da monocultura para o produtor e produz mais sem a necessidade de aumentar a sua área de produção, podendo produzir soja na safra, milho consorciado com braquiária na safrinha. Assim que colhe o milho, a pastagem está praticamente pronta para ser consumida pelos animais, ficando nessa área por 4 meses em média, em pasto de excelente qualidade.


Após a saída desses animais, a área é dissecada e o plantio da soja é feito nessa palhada; no período em que está produzindo soja e milho, o gado irá consumir a pastagem que está consorciada com as plantas arbóreas, que além de produzir madeira, projeta sombra para os animais, oferecendo um conforto térmico excelente, fazendo com que os animais passem mais horas do dia pastejando ao invés de procurando por sombra. Para melhorar ainda mais esse sistema, pode haver a integração desta pastagem com alguma leguminosa com a proporção de 30% leguminosa e 70% gramínea, aumentando assim, a quantidade de proteína na dieta dos animais e servindo como adubo verde tanto para a pastagem, quanto para as árvores, pois há a fixação de nitrogênio no solo.


Visando ainda mais o aumento de produção e expandindo os nichos econômicos da

propriedade, poderia inserir algumas caixas de abelha para a produção de mel nas áreas de preservação desta propriedade, sempre respeitando-a e aproveitando o que ela tem a

oferecer para o produtor além de utilizar as floradas das culturas que vão ser produzidas

naquela propriedade. Que sistema perfeito, não é mesmo? Sem dúvidas é o que vejo para o

futuro, e o que falta para o produtor entrar nesse sistema altamente rentável, que além der

ser bom para ele, é excelente para o meio ambiente? No ponto de vista deste mero colunista, falta simplesmente a informação e a coragem de entrar de cabeça em algo novo, afinal de contas, o novo assusta, porém sem as novidades não ocorrem as mudanças e sem mudanças não há melhorias, portanto, não tenha medo da mudança, ela assusta mas pode ser a chave daquela porta que você tanto almeja abrir.


Esse tipo de intensificação parece estar muito distante da realidade, porém, já temos produtores em nossa região que abraçaram esse sistema de produção. Um exemplo deles é a Fazenda Jaó, do proprietário Christovam Bittencourt Ivancko localizado em Jataí - Goiás, que já trabalha com a integração lavoura-pecuária-floresta. E você, caro leitor, poderá conhecer um pouco da propriedade através das fotos abaixo:






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